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Nascimento e amamentação

18/03/2021

A gestação, além de ser um período de transição, onde ocorrem grandes transformações, torna-se o tempo oportuno de preparação para o nascimento, tanto por parte do bebê e de sua mãe, quanto das pessoas ao redor deles. Segundo Phillips (1994), a assistência ao parto deve ser individualizada, já que as mulheres e suas famílias experienciam de modo diferente o processo de dar à luz, necessitando a mãe e o bebê serem atendidos como uma unidade e não como pacientes individuais. A educação é parte integral para a assistência a maternidade, influenciando na tomada de decisões pelas mulheres e criando uma sensação de bem-estar durante o trabalho de parto. Uma vez que o parto em si é um gerador de tensão, é preciso que haja também orientação para este momento. 

Há dois métodos mais comuns de partos: o vaginal, que ocorre em três principais etapas, iniciando pelas contrações, depois o bebê desce pelo canal uterino e sai pela vagina, finalizando quando a placenta e o cordão umbilical são expelidos. Já o método cesariano é a forma de nascimento de um bebê por sua remoção cirúrgica do útero. Além dos diversos temores, o mais importante para a satisfação materna com a experiência do parto talvez seja o envolvimento da mãe na tomada de decisão, o relacionamento com os profissionais que cuidam dela e suas expectativas sobre o próprio parto. (PAPALIA et al., 2010).

Após o parto, ocorre enfim este encontro entre a mãe e o bebê. Inicia-se uma nova etapa, onde há uma separação física, mas o estado simbiótico permanece. O recém-nascido passa pela transição de sair do útero para uma existência independente, onde todos os sistemas e funções devem operar por conta própria. Surgem os primeiros reflexos e um dos mais importantes, geralmente observado logo após o nascimento, é o reflexo de sucção.

Em relação à mulher, de maneira muito sábia, o corpo começa a se preparar para ser mãe. De acordo com Vieira (2017), a ocitocina, considerada o "hormônio do amor", começa a ser produzida antes do parto, ajudando em seu processo e nas contrações uterinas. Depois sua atuação é fundamental na produção de leite, e durante a amamentação, este hormônio é necessário para fazer o leite esguichar do peito materno enquanto o bebê suga. No pós-parto, o corpo continua aproveitando a ocitocina, uma vez que ela é importante para evitar hemorragias.  Além disso, assim que o bebê nasce, há grande liberação da substância, que funciona como base para o desenvolvimento do vínculo, do afeto e do amor entre mãe e bebê. 

Papalia et al.(2010) defende que o leite materno em termos nutricionais, quase sempre é o melhor para o bebê, porque evita ou minimiza diversas doenças, traz benefícios para acuidade visual, desenvolvimento neurológico, a longo prazo, para saúde cardiovascular e prevenção contra obesidade. No entanto, alimentar o bebê é um ato físico e emocional, que promove um contato afetuoso com o corpo da mãe e estabelece um vínculo com o filho, seja a forma de alimentação pelo peito ou pela mamadeira. É preciso levar em conta o que é melhor em cada caso, tanto do ponto de vista da mãe, quanto do bebê (SCHIAVO, 2019). 

Por Juliana Almeida, Psicóloga Perinatal e da Parentalidade, mãe do João, do Léo e do Bento. Para conhecer mais o trabalho da Juliana acesse o instagram @psijualmeida.

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