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As crianças no processo de divórcio

07/09/2020

Pensar no divórcio é também pensar no grupo familiar que envolve esse momento. Pensar no divórcio, é também pensar nos filhos desses casais que estão rompendo com a sua vida a dois.

Quando falamos nas dores das crianças, a ideia é refletirmos no que faz elas sofrerem, pensar naquilo que interfere no seu comportamento e cause a elas algum tipo de sentimento, sejam sentimentos de alegria, tristeza ou raiva, por exemplo.

O relacionamento dos pais, com certeza é um elemento que traz influência sobre esse comportamento, pais que estão infelizes trazem para dentro do ambiente familiar uma energia de tristeza e assim as crianças percebem, sentem e refletem.

Porém, em cada uma das idades a forma de expressar-se muda, sobretudo, porque o desenvolvimento emocional está em etapas diferentes, ou mesmo porque a fala da criança é diferente em cada uma das fases da sua vida.

Nesse sentido, é importante entender como acontecem essas reações nas diferentes idades, para que assim seja possível conduzir essas emoções de forma mais
saudável e tranquila.

Se você está em um processo de separação, entenda que, mais do que saber lidar com o rompimento, é preciso respeitar a capacidade de compreensão e os sinais que as crianças demonstram diante do processo que acontece na vida dos adultos e que de certa forma refletem nas suas vidas.

As crianças não compreendem de forma tão exata as emoções, então elas também precisam ser conduzidas de forma respeitosa nesse processo.

Para os filhos, a separação representa uma mudança fundamental e, muitas vezes, traumática, já que reflete a perda de sua família. A principal dificuldade, no entanto, é entender, na prática, como a sua vida vai mudar. "Elas sentem necessidade de nomear, ou seja, encontrar um significado para o que estão vivendo”, diz a psicóloga Rita Calegari, coordenadora psicossocial da rede de hospitais São Camilo (SP). Vale explicar claramente o que está acontecendo.

Quando estamos falando de crianças de 0 a 2 anos, é necessário manter uma proximidade física para a criança desenvolver a segurança. Durante e após o processo de separação, procure participar da rotina do seu filho, seja na hora de dormir, levar à escola ou oferecer uma das refeições. Lembre-se que um dos lugares onde o bebê se sente mais seguro é no seu colo, por isso, reforce a oferta do aconchego e procure manter a calma nesse momento.

Crianças de 3 a 7 anos, precisam de uma conversa sobre a separação, após tudo resolvido. Envolve-las em um clima repleto de afeto, oferecendo segurança, e assegurando que não são responsáveis pela separação e não podem fazer nada para que o processo seja revertido. Dê espaço para as perguntas e ofereça respostas objetivas, ou seja, não prolongue além do que a criança gostaria de saber. Não use a mentira – papai foi viajar, por exemplo – como estratégia para diminuir o impacto da separação. É importante que as crianças entendam os movimentos à sua volta, assim como é papel dos pais nomear o que elas percebem e sentem.

A partir dos 7 anos, os pais devem assumir o compromisso de reconstruir a segurança e a autoestima da criança. Após a conversa sobre o rompimento, cada pai precisa ter tempo a sós com o filho. É importante criar um ambiente favorável para a criança falar sobre os sentimentos e deixar claro que nenhum dos pais irá abandoná-la.
Aproveite que a escola, as amizades e as atividades extracurriculares têm um peso maior e incentive-a a participar de outros eventos.

A conversa deve ser o ponto de partida neste processo. Escute tudo o que seu filho tem a dizer, explique claramente os motivos do rompimento e enfatize que os pais sempre estarão por perto, cumprindo os devidos papéis, independente da separação.

Por Fernanda Prati, Advogada de Família e mãe da Maria Eva.

Para conhecer mais o trabalho da Fernanda é só acessar o instagram  @advogando_pra_ti ou @bernardesepratiadvogados

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