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Sou mãe e agora não tenho mais controle!

11/11/2020

Confesso, eu contava uma mentira a mim mesma antes de ser mãe. Sou dessas pessoas que precisam de ordem, regras, quase tudo em seu lugar. Dizia que em minha casa não teriam brinquedos na sala, que o quarto da criança é que seria o espaço determinado para brincadeiras, bagunças e afins. Eu realmente acreditava nisso. A maternidade veio me mostrar, sem cerimônia, que na verdade esse controle nunca existiu. 

Minha sala hoje? Parece mais a sala da escolinha da minha filha: com escorregador e casinha de bonecas; no rack da TV a decoração foi totalmente substituída por caminhão, bolinhas, brinquedos de encaixe e por aí vai. 

Mas como lidar com tudo isso? Não ter o controle sobre como os móveis da sua sala serão usados depois da chegada de um filho é apenas um exemplo. Há tantas outras situações que queremos controlar e quando descobrimos que isso não é possível, a frustração pode tomar conta. Uma solução é ressignificar. Esse é o caminho que sigo e procuro manter, já que o controle, a gestão de tudo o que está à minha volta é uma característica marcante. Resolvi não brigar com isso, mas mudar a forma como encarar esses desafios (sim, para mim são desafios!)

É um exercício diário, mas recompensador. Na prática funciona assim: eu avalio as situações que realmente eu quero (ou preciso) acompanhar de perto. Viu? Não uso mais “controlar”, mas sim “acompanhar”. Também decido o quanto quero me envolver no assunto e penso em estratégias para lidar com as situações de uma forma que seja confortável para mim. 

Voltando ao exemplo da minha sala: tudo bem ter brinquedos, casinha, escorregador, mas precisam ocupar o espaço adequado, sem alterar todo o layout. Os brinquedos depois de usados são colocados em caixas ou no rack, mas não ficam espalhados pelo chão. Ou seja, não é o lugar ideal (para mim), mas há um lugar e a sala continua atendendo às necessidades de todos na casa. 

Outro exemplo que compartilho é sobre as atividades que são consideradas importantes na rotina da família. Por aqui estamos numa fase com cuidados mais intensos em relação à alimentação, um processo lento, onde cada etapa vencida conta. E não há controle algum sobre isso! Mas, para sabermos como minha filha está avançando e que estamos no caminho certo, acompanho, registro em um diário, converso com os profissionais envolvidos. 

Assim, compreendo que dei outro significado para o “controle” em minha vida. Claro, muita paciência, empatia, aceitação, autoconhecimento envolvidos. Mas vale a pena. Assim damos espaço para outras coisas boas da vida. Que tal experimentar? Hoje é um ótimo dia para começar.

Por Lilian Schwarz, Organizer e mãe da Marina.

Para conhecer mais o trabalho da Lilian é só acessar o instagram @organizacaonamedida.

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