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Grávida! Do desejo às tentativas de engravidar!

06/09/2021

Meu medo em não poder ter filhos iniciou quando eu tinha 23 anos com a descoberta repentina de uma endometriose. Saber disso, me despertou ainda mais a vontade de ser mãe. Eu já era casada desde os 19 anos, estava terminando a faculdade e iria iniciar um MBA. Naquele momento minha prioridade era adquirir estabilidade financeira, então optamos por esperar mais um pouco. Não preciso dizer que a possibilidade de infertilidade me fez conversar com o meu marido sobre a possibilidade dele procurar outra parceira para que pudesse construir a sua família, o que obviamente não ocorreu. 

Os anos se passaram, muitas videolaparoscopias foram realizadas para retirada dos focos de endometriose. Finalizei o meu MBA, fui promovida para o cargo de gerente nacional em uma multinacional, me mudei para SP, ou seja, vida super corrida, o que sempre me fazia postergar a gravidez. 

Aos 27 anos veio a separação, nada do que a minha ginecologista queria para aquele momento, pois meu prazo estava cada vez menor.

Fiquei um ano separada e em 2008 conheci o meu companheiro atual. Fomos morar juntos um ano depois e a preocupação com a gravidez sempre persistiu, pois eu tinha prazo. O tão famoso peso dos 30 anos!!  

Lembro-me de uma conversa direta que tive com ele logo no início, onde falei que eu precisaria ter filhos logo, portanto, se ele não tivesse o mesmo interesse, que deveríamos terminar.

Iniciamos algumas tentativas e logo após alguns meses eu descobri que estava grávida! Infelizmente essa felicidade durou apenas alguns dias, pois logo tive um aborto espontâneo. Apesar de triste com a perda, me veio um sentimento de felicidade, pois essa era a demonstração de que eu não era infértil. 

Continuamos tentando, mas como a menstruação estava acontecendo normalmente, a minha endometriose só aumentava o que acaba me levando a fazer novas videolaparoscopias. 

O tempo foi passando, a empresa em que eu continuava trabalhando estava passando por reestruturações, e devido ao tempo de empresa eu comecei a ficar com medo de ser demitida. 

Foi então que passei a pensar na fertilização in-vitro. Dessa forma, eu poderia aproveitar a minha licença maternidade ainda empregada e minha endometriose não evoluiria mais.

Consultei três médicos na época. A saúde do meu marido e a minha estavam ótimas, então partimos para a primeira tentativa. Uma não, foram 5 na verdade. 

Nas quatro primeiras não tivemos sucesso. Em algumas vezes, até tínhamos o início da implantação do embrião, mas nunca evoluía. Foi então que decidimos dar um tempo e ouvir outra opinião médica. Era dezembro e eu estava muito triste, acredito que já em início de uma depressão. 

Aproveitamos para descansar um pouco, tirar férias e tirar isso um pouco da cabeça.

Passado uns 5 meses, decidimos retomar e ouvimos a opinião de outro médico. Ele também nos disse que estava tudo bem e que poderíamos iniciar de imediato. Foi então que a minha intuição me disse que não, que deveria existir alguma coisa, pois não estava fazendo sentido tantas tentativas frustradas. Foi então que ele pediu alguns exames mais específicos e descobrimos que eu tinha um problema imunológico. Em razão da minha endometriose ser muito forte, o meu sistema imunológico estava sempre “trabalhando para combate-la” e portanto, o meu organismo entendia o embrião como um “ataque” e o expulsava para me proteger.

Felizmente existe tratamento para isso: a imunoglobulina!

Eu precisava fazer uma aplicação no momento da implantação dos embriões, o que tem que ser feito no hospital com acompanhamento de um médico, e mais duas aplicações, 30 e 60 dias após. 

Após essa descoberta, fizemos a quinta tentativa usando também a imunoglobulina e conseguimos implantar dois embriões com sucesso. Deles nasceram os nossos tão sonhados filhos: Arthur e Rafael!

Continua...

Por Letícia Salomão, Mãe de Arthur e Rafael.

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