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Como a psicologia pode ajudar as mães

08/03/2021

Olá mulheres, olá mães! É um prazer conversar com vocês aqui!

E para inaugurar nossa troca de ideias escolhi um assunto muito especial que é necessário tornar de conhecimento de toda sociedade.   

Começo perguntando para vocês: QUEM PRECISA IR AO PSICÓLOGO? Geralmente a resposta é equivocada: quem tem alguma doença mental, ou pior ainda, quando se responde “psicólogo é para louco”. PRECISAMOS MUDAR ESSA PERCEPÇÃO E QUEBRAR DE VEZ ESSE TABU! E aí vem aquele que diz: “Ah, vocês profissionais dizem que todo mundo deve ir!”. SIM, RESPOSTA CORRETA!

Vou contar para vocês que nós psicólogos também fazemos terapia, sabem por quê? Porque realmente ela nos beneficia a todos, inclusive aos saudáveis, inclusive a quem não tem nenhum problema mental! Então está bem, agora já sabemos que a Psicologia acolhe e escuta quando nós estamos passando por algum momento de fragilidade emocional, quando estamos diante de dilemas, escolhas e pressões que a vida traz, quando sentimos que alguma coisa não está legal, quando precisamos nos fortalecer para enfrentar o dia a dia de forma mais segura e mudar padrões para poder usufruir da vida com mais leveza. A Psicologia não trabalha só com a doença, mas com a saúde, com a prevenção e com o que é “normal” sentir.

E PARA AS MAMÃES? POR QUE BUSCAR UM PSICÓLOGO? Vou contar algumas coisas e no final podemos dar essa resposta juntas então. Existem três períodos potenciais de crise na vida da mulher onde no nosso processo natural de desenvolvimento há maior propensão em termos alguma alteração emocional: a puberdade trazendo a menarca (a 1ª menstruação), a gravidez/puerpério e a menopausa. E por quê? Por consequência das inúmeras alterações hormonais, fisiológicas e emocionais e pelas transições socioculturais do nosso papel e posição dentro do grupo ao qual pertencemos e como somos vistas e nos sentimos a partir desses marcos do nosso amadurecimento. Essas intensas mudanças são naturais, porém cada mulher vai vivenciá-las de uma maneira. Em todos os três momentos o corpo muda radicalmente e isso tem efeitos no campo emocional (aqui NÃO estamos falando em problemas mentais, estamos falando em alterações esperadas). Como o nome diz, são “potenciais de crise”, tem força para fazer a pessoa desencadear algum sintoma, não significando que a alteração emocional conduza ao adoecimento mental. 

Vale ressaltar ainda que nenhum outro destes três momentos ganha do número de alterações emocionais verificadas na gestação e no puerpério. É o período de maior risco de adoecimento da saúde mental feminina. Então você deve estar se perguntando agora: “A gravidez pode adoecer? Não é algo natural?” Claro que é natural, mas é inegável que existem riscos do aparecimento de sintomas (depressão, ansiedade ou estresse) por conta de todas as pressões e novidades vivenciadas nos diversos aspectos da vida da mulher. Este é um momento marcante para a vida de todos que estão diretamente envolvidos com a notícia de uma gravidez e o acolhimento, a orientação e até mesmo a psicoterapia podem oferecer importante contribuição para a superação de dificuldades iniciais e a prevenção de quadros mais graves ligados a todas as mudanças que se anunciam com a chegada desta nova vida. É natural e esperado a mulher ficar mais ansiosa, ter medos, os níveis de estresse elevar, porém, é necessário que se possa trabalhar com essas sensações quando atingem níveis que começam trazer desconforto e sofrimento para evitar seu agravamento. 

Há também uma grande pressão social e o pensamento coletivo equivocado onde quase se “exige” que toda mulher se sinta absolutamente feliz, realizada e receba a notícia da gravidez imediatamente como o melhor acontecimento do mundo e sabemos que isso não é assim para todas. E a quem recorrer? Para quem falar quando os sentimentos estão confusos (afinal a ambivalência faz parte deste momento). Não é raro a mulher ser recriminada por não estar sentindo-se plena na gestação, após ter seu filho nos braços e no decorrer de todo envolvimento com a maternidade.

Agora que você já pode dar sua própria resposta, vou finalizar trazendo uma frase que entendo como uma máxima para todas nós, mulheres e mães: “Saibamos que, para apoiar e embalar a criança, as mulheres precisam, sem dúvida nenhuma, ser apoiadas e cuidadas.” (Laura Gutman – do livro: Mulheres visíveis, mães invisíveis)

Até breve, nos vemos por aqui!

Por Luciane de Albuquerque Hörner, Psicóloga Perinatal e Parental.

Para conhecer mais o trabalho da Luciane é só acessar o instagram @psico_luciane_horner.

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