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As dores e as delícias da gestação

02/07/2021

Quando falo em dores podemos levar em consideração as dores físicas e/ou emocionais. Cada gestante tem sua história de vida que irá influenciar em toda a experiência da gestação, parto e pós-parto.

Porém, como uma boa fisioterapeuta, eu não poderia deixar de chamar a atenção para a dor física. Boa parte das mulheres já experimenta condições dolorosas durante o pré-natal. O limiar de dor e o quanto impacta na qualidade de vida será individual. Algumas mulheres sentem dores, mas estas estão longe de modificarem sua rotina, suas atividades, ou as deixarem prostradas. Enquanto outras acabam passando por uma experiência considerada por elas como sendo negativa.

O que posso dizer como profissional é que sentir dor é algo banalizado no meio da obstetrícia. Os próprios profissionais que atendem essas mulheres costumam dizer que tudo é normal: sentir dor lombar é normal, inchar é normal, sentir dores na virilha é normal, sentir desconforto respiratório é normal, sentir dor na cervical é normal... tudo é dito como normal, fazendo com que as mulheres deixem de procurar a fisioterapia para tratar, amenizar ou até mesmo prevenir esses incômodos. Com isso, a gestante acaba tenho uma percepção negativa da gestação. Eu diria que a única dor normal é a do parto! (Risos). Todas as outras dores são consideradas comuns, mas que podem, sim, ser acompanhadas por profissional capacitado, para que o tratamento possa tentar reverter esse quadro de dor, ou ao menos, minimizar esse impacto negativo que a dor possa causar na qualidade de vida.

Mas e as delícias? Onde ficam? As delícias estão relacionadas aquelas mulheres que tiveram ZERO desconfortos (que são poucas) e as que encararam essas dores de forma positiva, entendendo que é um processo que pode ocorrer na gestação e que se a grávida cercar-se de profissionais competentes, terão contato com recursos não farmacológicos de alívio de dor. Vejam alguns exemplos:

1- O recurso campeão: bolsa de água quente (é o mais indicado pelos profissionais de uma forma geral). Uma prática antiga, onde as compressas eram bastante utilizadas e passadas por nossos ancestrais, para tratar ou amenizar diversas queixas.

Uma bolsa de água quente alivia a dor, relaxa, proporciona momentos de prazer e gera conforto emocional.

2- O segundo campeão são as massagens e os exercícios. Quando a mulher consegue ter esse contato no pré-natal, ela se abre para um novo conhecimento do seu corpo, passando a entender o porquê daquelas dores e qual a finalidade. Desta forma, a percepção da dor, é vista com um novo olhar. E a sua experiência passa a ser menos negativa.

Quando a gestante tem a oportunidade de ser acompanhada e orientada de forma correta por profissionais especialistas em gestação, os exercícios não só previnem as dores, como irão tratar disfunções que podem estar ocorrendo, não sendo apenas os “tais desconfortos comuns da gestação” que tanto se fala. Além disso, os exercícios promovem bem estar geral.

3- Acupuntura e auriculoterapia

O primeiro trimestre para muitas mulheres é uma fase que vem acompanhada de sonolência, enjôo e enxaqueca, fazendo com que a aderência ao exercício fique diminuída. Esses recursos têm comprovação científica e, podem ser realizados por todas as gestantes para aliviar esses sintomas.

4- Pensamento, convivência e leituras positivas

Desenvolver o pensamento positivo, conviver com pessoas que lhe fazem bem e ler assuntos positivos a gestação e parto, não significa viver no país das maravilhas e nem romantizar a gestação e/ou parto. Significa ter um equilíbrio entre conhecer os riscos dessa fase, entender todos os processos, porém não deixar se afetar emocionalmente com isso.

Portanto, fuja de pessoas que só contam histórias tristes ou que te causam algum mal estar. Pense que seu parto é O SEU PARTO e não o da fulana e nem da beltrana . Leia relatos que te ensinam, te inspiram e te passe bons sentimentos. Participe dessa corrente em transmitir a diante uma experiência positiva da gestação e do parto. Afinal, será um momento marcante na sua vida! Pra sua vida! Pra sempre! 

Por Bianca Boscarino, Fisioterapeuta, Doula e mãe do Miguel.

Para conhecer mais o trabalho da Bianca é só acessar o instagram @fisioterapiaobstetrica 

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